O projeto Nossa Voz no Prato transforma a alimentação escolar em Belo Horizonte, priorizando a voz de alunos, funcionários e familiares na elaboração dos cardápios das escolas municipais.
A participação no Nossa Voz no Prato
Estudantes da rede municipal de Belo Horizonte colaboraram com a escolha dos pratos na alimentação escolar, impulsionados pelo projeto Nossa Voz no Prato, criado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed). Essa iniciativa valoriza a participação da comunidade escolar, incluindo não apenas alunos, mas também seus familiares e profissionais da educação, para melhorar a qualidade da alimentação oferecida nas escolas.
Com a proposta de ouvir sugestões sobre os cardápios, foram realizados diálogos com estudantes, pais, professores e outros envolvidos, o que resultou em um aprimoramento significativo das refeições. Assim, pratos como salada de frutas, ovos mexidos e feijoada foram destacados nas preferências, mostrando a aceitação dos alunos.

Preferências alimentares dos estudantes
No dia 21 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional da Alimentação nas Escolas, o Nossa Voz no Prato demonstrou a importância da escuta ativa da comunidade escolar. Em 118 unidades de ensino, alunos, pais e profissionais enriqueceram as discussões sobre o que gostaria de ver no cardápio.
Os resultados foram expressivos: na educação infantil, a preferência foi para a canjiquinha, recebendo 98,3% dos votos, seguida de sopas e caldos com 96,6%. No ensino fundamental, os ovos mexidos lideraram com 82,8% da aprovação. Além de identificar pratos mais populares, a pesquisa também apontou opções que não agradaram, levando à revisão de itens menos aceitos, como leite saborizado e mingau de aveia.
A importância da alimentação escolar
A alimentação escolar não é apenas uma questão de nutrição; ela é uma política pública de saúde vital. A SMSAN salienta que ouvir a comunidade escolar é essencial para adequar o cardápio às preferências e às necessidades nutricionais dos estudantes. Com isso, busca-se oferecer refeições saudáveis e equilibradas, respeitando as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e do Programa Municipal de Alimentação Escolar (Pmae).
O Pmae garante a oferta de refeições a crianças e jovens da educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e preconiza que, no mínimo, 45% dos recursos para a aquisição de alimentos sejam destinados à agricultura familiar, promovendo a qualidade e sustentabilidade na alimentação escolar.
Alimentação escolar como política pública
Instituído pela Lei Municipal nº 11.198/2019, o Pmae não só atende às necessidades nutricionais dos estudantes, mas também se adapta às exigências de quem possui restrições alimentares. A elaboração dos cardápios envolve nutricionistas que garantem a oferta de alimentos in natura, respeitando a cultura alimentar local.
A execução do Programa é acompanhada por uma equipe de supervisoras, que visitam as escolas para garantir a qualidade na preparação das refeições. Assim, a alimentação escolar em Belo Horizonte se torna uma experiência coletiva que envolve a comunidade e fortalece laços, promovendo saúde e inclusão social entre alunos e suas famílias.


