A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais foi uma virada significativa nas eleições, onde ele superou Flávio Bolsonaro (PL) em 76 municípios. Lula obteve 50,43% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro ficou com 49,57%, uma diferença de 109.313 votos.
No primeiro turno, Lula tinha apenas 43,33% dos votos, e a virada começou a se desenhar entre as duas etapas das eleições presidenciais. Minas Gerais se destacou como o único estado onde a situação mudou entre o primeiro e o segundo turno.
A mudança no cenário eleitoral foi impulsionada pelo desempenho de Lula na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em outras regiões, onde a votação do petista aumentou. Flávio Bolsonaro, embora tenha conquistado novos votos, não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento de Lula.

A relevância de Minas como um termômetro eleitoral foi reafirmada, com Lula ampliando sua base e reduzindo a desvantagem em importantes cidades, o que demonstra a importância do estado na disputa nacional.
Virada em cidades da RMBH
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais foi marcada por uma virada em 76 municípios entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais. Esse resultado evidencia o peso estratégico do estado na disputa nacional, com Lula aumentando sua votação de 43,3% para 50,4% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) viu sua vantagem inicial ser revertida. Essa mudança foi significativa, especialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte e na Região Central, onde o petista conquistou novos eleitores e diminuiu a desvantagem em áreas populosas.
Em diversos municípios, como Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Ibirité, a virada de votos foi evidente. Por exemplo, em Ribeirão das Neves, Lula saltou de 71.008 votos no primeiro turno para 89.343 no segundo, superando os 75.218 votos de Bolsonaro, que caiu para 81.574. Isso transformou uma desvantagem inicial em uma vitória de 7.769 votos para o candidato petista.
Capital registra redução da vantagem bolsonarista
Apesar de não ter vencido em algumas das maiores cidades de Minas, como Belo Horizonte e Uberlândia, Lula conseguiu reduzir a diferença em várias delas. Belo Horizonte foi um exemplo, onde Flávio Bolsonaro obteve 50,80% dos votos válidos, contra 49,20% de Lula. Nos números absolutos, o candidato do PL passou de 690.960 votos no primeiro turno para 765.311 no segundo, enquanto Lula cresceu de 592.037 para 741.128.
A diferença na capital caiu de 98.923 votos para 24.183. Em Contagem e Betim, Flávio ainda teve a maioria, mas a votação de Lula cresceu e diminuiu a distância. Por exemplo, em Contagem, Flávio terminou com 52,88% em comparação ao 47,12% de Lula.
Avanço do petista na Zona da Mata
Nas cidades da Zona da Mata, a virada também foi um resultado importante para a composição do cenário eleitoral de Minas. Em Juiz de Fora, por exemplo, Lula passou de 151.552 votos no primeiro turno para 184.952 no segundo, alcançando 57,66% dos votos válidos. Esse crescimento foi decisivo para demonstrar que o avanço do petista não se restringiu a uma única região.
Mesmo nas cidades onde o bolsonarismo ainda mantém uma forte presença e vitória, como Governador Valadares e Ipatinga, as margens de vitória foram apertadas, assinalando uma mudança na dinâmica eleitoral e sugerindo que a virada em Minas é refletida em um eleitorado que está se reconfigurando.
Minas como fiel da balança
Historicamente, Minas Gerais é visto como um termômetro das eleições presidenciais e, novamente, confirmou isso. Os resultados mostram que a virada em 76 cidades, além do crescimento da votação em outras, foram determinantes para a vitória de Lula no estado. Essa situação ressalta a importância de Minas no cenário político nacional, onde a diferença final de 109.313 votos foi crucial em um contexto eleitoral polarizado.


