Em Belo Horizonte, MST reúne cerca de 3 mil Sem Terra em marcha por soberania e democracia na capital mineira

Mobilização nas Ruas de Belo Horizonte

Na cidade de Belo Horizonte, um importante evento ocorrerá em que aproximadamente 3 mil trabalhadores Sem Terra se reunirão para marchar em prol da soberania popular e da democracia. A manifestação, que acontecerá no dia 11 de setembro de 2026, busca chamar a atenção para questões cruciais enfrentadas tanto por comunidades rurais quanto urbanas, destacando a necessidade urgente de reforma agrária e a efetiva participação do povo nas decisões que afetam suas vidas.

A Voz do Povo em Marcha

A marcha começará na Praça da Assembleia Legislativa e seguirá em direção ao Centro da capital mineira. Durante o percurso, os manifestantes farão paradas estratégicas, destacando suas reivindicações e mobilizando a atenção da população para os direitos que buscam garantir. O índice de participação demonstra a força e a determinação dos trabalhadores Sem Terra em lutar por seus direitos e por uma sociedade mais justa.

Reivindicações do MST

As principais demandas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) incluem o acesso a recursos básicos e fundamentais, como a energia elétrica. Atualmente, há uma quantidade significativa de pedidos de ligação elétrica pendentes na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que afeta diretamente a qualidade de vida e as condições de trabalho das famílias assentadas. O MST pressiona o governo e a Cemig a aderirem ao programa federal “Luz para Todos”, buscando garantir eletricidade para todos os assentamentos.

MST marcha por soberania e democracia em Belo Horizonte

A Eletrificação Rural como Prioridade

No contexto da marcha, a eletrificação rural emerge como uma prioridade para o desenvolvimento das comunidades. Silvio Neto, membro da coordenação do MST, enfatiza a importância da eletricidade como um elemento vital para a produção de alimentos, conservação das colheitas e promoção de um padrão de vida mais adequado nas áreas rurais. Garantir energia elétrica é, portanto, uma questão central para a autonomia e a auto-suficiência das comunidades.

Memória e Resistência do MST

A marchar também serve como um poderoso lembrete das lutas do MST ao longo dos anos, especialmente em Minas Gerais. O ato que ocorrerá no Viaduto Santa Tereza, programado para às 15h, será uma oportunidade para celebrar a memória das famílias que resistiram e superaram adversidades, como as tragédias do passado, incluindo o massacre no acampamento Terra Prometida em 2004. Esse ato lembrará não apenas do sofrimento, mas também das conquistas, com o recente reconhecimento de áreas como de interesse social para fins de reforma agrária.

Ato em Defesa da Reforma Agrária

Este momento de reivindicação no Viaduto Santa Tereza reforçará a necessidade de reforma agrária não apenas como um direito, mas como um imperativo social. Os trabalhadores Sem Terra reforçarão sua mensagem de que a reforma agrária é uma questão essencial para a justiça social no Brasil. Tais eventos são cruciais para manter viva a chama da luta pela reforma agrária, um pilar importante na construção de um país mais igualitário e justo.

Participação Popular e Democracia

A mobilização enfatiza que a democracia vai além do ato de votar. O MST acredita que a verdadeira democracia é construída nas ruas, nas comunidades e por meio da participação ativa do povo em discussões sobre seus direitos. Os trabalhadores, jovens, mulheres, e várias outras vozes da sociedade estarão presentes, representando a ampla variedade de pessoas que lutam por justiça social e pelos recursos naturais do país, como água, minérios e biodiversidade.

O Papel da Juventude na Mobilização

A marcha não só reúne trabalhadores, mas também atrai a juventude que busca um futuro melhor. É essencial envolver os jovens em lutas e movimentos sociais, uma vez que eles serão os defensores das próximas gerações. A participação ativa da juventude é um indicativo de que a luta por soberania e democracia continuará, fazendo com que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas.

Solidariedade entre Trabalhadores

A marcha em Belo Horizonte não se limita apenas a trabalhadores rurais, mas se estende a diversas esferas da sociedade. A união entre trabalhadores do campo e da cidade é uma parte fundamental da luta por direitos iguais e dignidade. O MST busca fortalecer laços de solidariedade entre diferentes segmentos sociais, reconhecendo que a luta por um Brasil mais justo é um esforço coletivo.

Cultivando a Terra e Defendendo o Brasil

A jornada de luta estará integrada à VI Feira Estadual da Reforma Agrária, enfatizando a importância de cultivar a terra e preservar os direitos dos agricultores e trabalhadores. O lema “Cultivar a Terra, Defender o Brasil” exemplifica o elo inquebrável que existe entre a terra e a soberania do povo brasileiro. A feira é uma celebração da cultura camponesa e uma afirmação do direito dos trabalhadores de acessar, cuidar e celebrar sua conexão com a terra.

Serviço

O quê: Jornada de luta: “Ocupar as ruas, defender a soberania”
Quando: 11 de setembro de 2026
Onde: Centro de Belo Horizonte

Programação

07h00: Início da marcha do MST pelas ruas de Belo Horizonte
Parada na Cemig: Solicitação de eletrificação rural
13h: Ato institucional de entrega da reforma agrária, com a presença da ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, na Serraria Souza Pinto
15h: Ato em Defesa da Reforma Agrária no Viaduto Santa Tereza
18h: Grande Ato Unificado pela Democracia na Praça 7 de Setembro
21h30: Festival Anti-imperialista marcando a abertura da VI Feira Estadual da Reforma Agrária na Serraria Souza Pinto